2018-08-03
1,1 mil milhões de pessoas em risco devido a falta de acesso a arrefecimento
David Alvito

Condições de arrefecimento insuficientes podem levar a problemas de saúde e prosperidade em populações mais vulneráveis. É isso que aponta o relatório “Chilling Prospects: Providing Sustainable Cooling for All”, publicado pela Sustainable Energy for All (SEforALL).

 

De acordo com o documento, o primeiro a quantificar o crescimento dos riscos e desafios e oportunidades inerentes ao desafio do arrefecimento global, actualmente, 1,1 mil milhões de pessoas em todo o mundo têm pela frente vários desafios e riscos devido à dificuldade no acesso a arrefecimento, uma problemática que já coloca entraves para milhões de pessoas conseguirem escapar à pobreza, para manterem as crianças saudáveis, para conseguirem garantir uma economia produtiva, entre outros aspectos.

 

“Num mundo onde as temperaturas têm vindo a subir, o acesso a arrefecimento não é um luxo, é essencial para a vida do dia-a-dia. [Este acesso] garante uma cadeia de abastecimento de produtos frescos segura, bom armazenamento de vacinas e um ambiente seguro em casa e no trabalho. Este relatório apresenta-se assim como uma chamada de atenção. Temos que atender a estas necessidades energéticas de forma eficiente, e sem usar substâncias que danifiquem a camada do ozono. Se não, os riscos para a vida, para a saúda e para o planeta são significativos. Mas existem importantes oportunidades de negócio para todos aqueles que aceitem o desafio e ajam rapidamente”, sublinha Rachel Kyte, CEO e representante especial da Sustainable Energy for All para o Secretário-Geral das Nações Unidas.

 

O acesso a arrefecimento apresenta-se, assim, fundamental, em termos de equidade e poderá significar a diferença entre a vida e a morte, já que os recordes de temperatura têm vindo a ser batidos constantemente. Para Kyte, “refrigeração para todos não significa colocar um ar condicionado em todas as casas, mas que são necessários esforços urgentes para esclarecer as necessidades de refrigeração e desenvolver e testar novas soluções".

 

Actualmente, milhões de pessoas perdem a vida, em todo o mundo, devido às dificuldades no acesso a arrefecimento, quer devido ao impacto directo do calor, quer devido a vacinas em condições deficientes e falta de alimentação. Segundo o relatório, Bangladesh, Brasil, China, Índia, Indonésia, Moçambique, Nigéria, Paquistão e Sudão são os países onde os riscos são mais prementes.

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