2017-11-08
Reabilitação urbana e arquitectura estão “num patamar único para promover políticas de eficiência energética”
António Barbosa

A Feira Concreta, que tem lugar entre os dias 23 e 26 de Novembro, no Porto, pretende ir além da simples mostra de empresas e soluções do sector da construção. Como prova está a aposta da organização em áreas como design, arquitectura e reabilitação urbana. Como refere a responsável pelo certame, Carla Maia, “não há outro caminho para o futuro da construção se não o da inovação”, sendo que não são indissociáveis dos diversos sistemas e equipamentos que promovem maior eficiência energética e conforto nas edificações.

 

A Concreta assume-se como um dos mais importantes eventos da área da construção e arquitectura da região Norte. Como tem sido a adesão das empresas a este evento?

A Concreta centra-se nas áreas da construção, reabilitação, arquitectura e design, assumindo-se como um privilegiado pólo de negócios para um sector que está em franca recuperação. Daí que a adesão das empresas esteja a ser cada vez mais entusiasta, até porque reunimos, sobre o mesmo tecto, propostas que marcam a diferença e que ajudam a perceber as transformações que a própria economia impôs ao sector.

 

Qual a aposta da Concreta em termos de empresas dedicadas ao sector da eficiência energética nas habitações?

No sector da construção, a integração na envolvente é fundamental, nas suas mais diversas vertentes, designadamente no que concerne à eficiência energética. Para tal, contaremos na Concreta com a ‘Praça do Portal da Construção Sustentável’, que apresentará propostas inovadoras para uma actividade cada vez mais responsável.

 

A arquitectura e a reabilitação urbana são dois pilares da actual edição da feira. Em que sentido, estes sectores podem contribuir para o impulso da área da poupança energética no nosso país?

A renovação urbana e, por extensão, a arquitectura encontram-se, neste momento, num patamar único para promover políticas de eficiência e poupança energética. A intervenção que promovem sobre o edificado cria oportunidades para a aposta em soluções sustentáveis e ambientalmente mais responsáveis. Na Concreta, vai ser possível este diálogo entre diferentes disciplinas (Construção, Arquitectura, Engenharia), em busca de propostas inovadoras e que constituam o desejado impulso para as áreas em causa.

 

Entre empresas e produtos relacionados com eficiência energética e conforto nas habitações, quais destaca?

A Concreta assume-se como um parceiro privilegiado das empresas não só no setor da construção, mas também daquelas que fornecem soluções cada vez mais eficazes e ambientalmente responsáveis. Como tal, em vez de destacar uma empresa ou produto, creio que é de vincar o facto de a Concreta ser também um espaço onde a inovação tecnológica assume um papel preponderante. Contamos com cerca de 240 expositores, para uma área total de exposição de 7000 metros quadrados e prevemos cerca de 30 000 visitantes e todos encontrarão novidades que vão, de certeza, entrar no mercado da construção a muito breve trecho.

 

Qual a importância e o peso do AVAC nesta exposição?

É mais um aspecto de grande importância nesta cadeia que é a construção. Já não há compartimentos estanques, as diferentes disciplinas comunicam entre si. Como é natural, e sendo o objectivo dos sistemas de AVAC, a conjugação do conforto ambiental com outros, como os custos da instalação, a facilidade de manutenção e a eficiência energética, a sua presença na Concreta será relevante, principalmente no campo da inovação. Não há outro caminho para o futuro da construção a não ser o da inovação, aplicada aos materiais e aos modelos de construção.

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