2018-02-09
União Europeia ainda não alcançou objectivos para a eficiência energética
David Alvito

A União Europeia (UE) continua aquém dos objectivos definidos para a eficiência energética. De acordo com um relatório do Eurostat, o Gabinete de Estatísticas da UE, em 2016, a redução no uso de energia primária nos 28 países que compõem a união ficou a 4 % do objectivo de eficiência.

 

Apesar do decréscimo de 10,8 % do consumo bruto de energia na União Europeia entre 2006 e 2016, os valores ainda se encontram longe dos objectivos de eficiência energética, que apontam para uma melhoria de 20 % até 2020.

 

Durante esse período, Portugal conseguiu uma redução acima da média europeia. Até 2016, o território português diminuiu o uso energético em 11,2 %. Grécia, Malta e Roménia foram os únicos países, dos 28, que ficaram acima do objectivo proposto de 20 %, enquanto Estónia e Polónia se destacaram, pela negativa, ao aumentarem o consumo de energia, em 13,4 % e 6,2 %, respectivamente.

 

Desde 1990, o primeiro ano de registos, o uso de energia primária na União Europeia decresceu em 1,7 pontos percentuais. Porém, ao longo dos anos, tem havido uma grande volatilidade no que toca ao objectivo proposto. Em 2006, ano da maior divergência, o consumo ficou a 16,2 % da meta, na ordem dos 1723 Mtoe (milhões de toneladas de petróleo). Já em 2014, ocorreu a menor diferença, para 1,7 % (1509 Mtoe).

 

No que respeita à energia final, os dados de 2016 colocam a Europa a apenas 2 pontos percentuais da meta de 2020. Em 2015, a União Europeia chegou mesmo a alcançar o objectivo proposto de eficiência, com um consumo de energia de 1086 Mtoe. No entanto, 2016 trouxe, de novo, um aumento no consumo, para 1641 Mtoe (+ 2 %), segundo os dados publicados pelo Eurostat.

 

Recorde-se que, em 2007, o Conselho Europeu adoptou os objectivos para 2020 em matéria de energia e alterações climáticas. Para além da meta de 20 % de melhoria em eficiência energética, a instituição europeia comprometeu-se a reduzir a emissão de gases com efeito de estufa em 20 % e aumentar em 20 % a utilização de energias vindas de fontes renováveis.

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