2018-06-25
Mercado do ar condicionado está em recuperação
David Alvito

O mercado do ar condicionado recuperou em 2017. Essa é uma das conclusões do estudo publicado pela britânica BSRIA (Building Services Research and Information Association), que aponta os Estados Unidos e a China como os grandes motores do crescimento do sector.

 

De acordo com aquele documento, o mercado norte-americano está a subir bem acima da média, enquanto o mercado chinês está a acompanhar o dos Estados Unidos. No entanto, nem tudo são boas notícias. Na Europa, o mercado continua em franca recuperação e tem pela frente, em 2018, vários desafios, quer em termos políticos, quer em termos legislativos.

 

David Garwood, analista da BSRIA, sublinha que “olhando para os dez principais países em termos de ar condicionado, não existem grandes alterações no topo em termos de ranking. A China continua a dominar, seguida dos Estados Unidos e do Japão. O mercado chinês sofreu um boom com o crescimento exponencial do mercado imobiliário, com o governo a deslocar os investimentos para um novo plano de cinco anos, e também com um verão quente, que levou a um programa de incentivos para uma substituição por unidades mais eficientes em termos ambientais. O mercado norte-americano continua a beneficiar de uma economia positiva e a BSRIA vê alguma recuperação no mercado nipónico. O crescimento a que se assiste nestes países é um sinal positivo, tendo em conta a sua maturidade”.

 

O mercado actual é bastante diversificado já que as pequenas unidades estão a tornar-se produtos bastante cómodos, o que leva a um aumento da concorrência. No entanto, as oportunidades estão a aparecer para novos canais de distribuição, para além do aumento do interesse em VRF’s e em soluções baseadas em água, estão a oferecer mais recursos e produtos que desencadeiam valor à cadeia comercial.

 

“Nos últimos anos, assistimos a um aumento no interesse em VRF nos Estados Unidos, e o país mantém-se na quarta posição em termos de mercado, com as vendas a totalizarem cerca de 50 mil unidades em 2017. No entanto, devido à limitação geográfica destes produtos e ao abrandamento do mercado residencial, que representa cerca de 20% das vendas, é esperado um ligeiro estrangulamento do mercado”, afirmou David Garwood. Ainda assim, 2017 teve um aumento de 25% de unidades vendidas, relativamente a 2016, o que representa dois milhões de aparelhos exteriores vendidos. A China continua a dominar este segmento, com 65% do total de vendas, até porque é um equipamento bastante popular, quer no segmento comercial, quer no segmento residencial, onde é esperada a continuação do crescimento positivo da venda de mini VRF, já que a classe média naquele país asiático começa a querer trocar os aparelhos tradicionais por novas unidades.

 

Depois de, em 2016, se ter assistido a um desacelerar nas vendas de aparelhos de ar condicionado, muito por culpa do arrefecimento do mercado chinês, o ano de 2017 trouxe a recuperação e acabou por ser melhor do que o esperado, novamente, devido à China: o Verão foi quente e os novos aparelhos incorporaram novas funcionalidades (por exemplo, ligação através de internet sem fios), que animaram a compra de aparelhos mais recentes, substituindo unidades mais antigas, obsoletas, e menos eficazes em termos energéticos. O mercado, actualmente, é bastante competitivo e as marcas chinesas têm olhado além-fronteiras, tendo em conta o abrandamento sofrido recentemente.

 

Por outro lado, nos Estados Unidos, o crescimento tem sido bastante positivo, à custa de Verões quentes, uma economia favorável e um mercado da construção em franco desenvolvimento. Segundo a BSRIA, e em termos globais, são esperadas vendas de 137 milhões de unidades de ar condicionado, até ao final deste ano, num montante total de 102 mil milhões de dólares.

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