2019-01-31
Plano Nacional Energia e Clima: duas vezes mais renováveis até 2030
David Alvito

Até 2030, Portugal pretende mais do que duplicar a produção de electricidade a partir de energias renováveis. Este é um dos dados que está presente no Plano Nacional Energia e Clima 2030 (PNEC 2030), apresentado na última segunda-feira na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

 

Segundo o documento, disponível aqui, em 2030, o contributo das energias renováveis no consumo final bruto de energia em Portugal será de 47 %, o que se traduz num aumento da capacidade instalada de 11,8 GW (Gigawat), valor de 2015, para um intervalo entre 25,7 e 28,8 GW, em 2030.

 

Portugal prevê, com o PNEC 2030, investir quase 22 mil milhões de euros, com o crescimento das renováveis a ser feito, maioritariamente, através da energia solar, que representará um quarto da energia renovável.

 

Durante a apresentação do plano, João Bernardo, director-geral de Energia e Geologia, sublinhou que “o solar terá um papel determinante no aumento da capacidade renovável, estando previsto um reforço dos 0,5 GW existentes em 2015, para um intervalo entre os 8,1 e 9,9GW em 2030, apesar de a eólica continuar com um papel preponderante, com uma percentagem de produção renovável estimada, em 2030, entre 33 % e 35 %”.

 

A associação ambientalista Zero já se congratulou com os objectivos apresentados pelo PNEC 2030. De acordo com um comunicado publicado na sua página oficial na internet, a entidade considera que o objectivo traçado “é muito ambicioso ao fixar em 47 % o valor de energia final renovável em 2030, o que é fundamental para reduzir a dependência energética do país em relação ao exterior, e, principalmente, para assegurar a redução de emissões de gases com efeito de estufa em linha com o objectivo de se atingir a neutralidade carbónica em 2050”.

 

O Plano Nacional Energia e Clima 2030 prevê que que o nosso país chegue a 2030 com uma dependência energética do exterior de 65 %, menos 14 % do que o registado em 2017, mantendo a tendência dos últimos anos (2014 teve o valor mais baixo da última década, com 73,7 %). No entanto, em 2017, o valor subiu devido à seca que assolou o país, o que obrigou a uma maior produção de electricidade através das centrais a carvão e gás natural.

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