2017-11-13
Sectores das janelas e fachadas disponíveis para ajudar as vítimas dos incêndios
Filipa Cardoso

A ANFAJE – Associação Nacional dos Fabricantes de Janelas Eficientes quer ajudar na reconstrução das casas e empresas que foram destruídas na sequência dos incêndios dos últimos meses. Em comunicado, a associação que reúne as empresas do sector mostra-se disponível para fornecer e instalar janelas e fachadas nos edifícios afectados.

 

“A ANFAJE está completamente disponível para mobilizar as suas empresas para o enorme esforço de reconstrução, disponibilizando-se no fornecimento e instalação de janelas e fachadas, conjuntamente com as empresas de construção”, afirma o presidente da ANFAJE, João Gomes.
 

Questionada sobre quais as condições da ajuda, a associação não avança ainda com formatos definitivos e pretende aguardar por informações do Governo relativamente às necessidades e forma de enquadramento para que se possa mobilizar as empresas do sector, “o que pode passar por condições mais favoráveis e soluções pro bono para projectos específicos”.

 

Manifestada a vontade de ajudar, a associação aguarda agora a resposta do Governo, já que o comunicado foi enviado para os grupos Parlamentares e gabinete do primeiro-ministro. De acordo com a ANFAJE, estes “acusaram a recepção” e reencaminharam para o gabinete do ministro do Planeamento e Infra-estruturas.

Para avançar, a associação empresarial considera “urgente que o Governo e câmaras municipais agilizem o processo de levantamento dos danos e elaborem uma estratégia de reconstrução das casas e edifícios das zonas atingidas pelos incêndios”. Neste cenário, está fora de questão uma abordagem município a município isto porque, argumenta a ANFAJE, é necessária "uma resposta concertada”, correndo o risco de se perder “capacidade operacional numa situação em que se está a mobilizar a vontade das empresas portuguesas do sector para contribuir para o esforço de reconstrução das zonas afectadas pelos incêndios”, explicou à Edifícios e Energia.


Feito isso, “a ANFAJE está assim disponível para analisar, com o Governo e demais entidades que tenham a responsabilidade de coordenação e definição da estratégia de reconstrução, de que forma se espera que as nossas empresas colaborem activamente no esforço de reconstrução das casas e empresas”.

Recorde-se que, em matéria de incêndios, 2017 é já considerado o pior de sempre para Portugal. Segundo o relatório provisório do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), entre 1 de Janeiro e 31 de Outubro de 2017, registaram-se no país um total de 16 981 ocorrências, que resultaram em mais de 440 mil hectares de área ardida em espaços florestais.

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