O Passaporte de Renovação e o Passaporte de Materiais, em teoria, deveriam complementar-se. Mas, na prática, falam línguas diferentes. O primeiro considera, sobretudo, o consumo de energia e a melhoria do desempenho energético. O segundo olha para os componentes do edifício, para a sua composição e para o seu potencial de reutilização ou reciclagem. Nenhum deles responde, por si só, à pergunta que deveria estar no centro de qualquer decisão de reabilitação responsável: qual é o impacte ambiental real desta intervenção, considerando não apenas a energia que se vai poupar, mas também os novos materiais que será necessário introduzir?